Terça, 27 Setembro 2016 16:28

Transição entre inverno e primavera aumenta casos de catapora

Com a chegada da primavera aumentam também os casos de catapora – ou varicela.

 

Esta é a época do ano de maior disseminação da doença, que é altamente contagiosa e causada por uma infecção viral.

 

Uma característica da varicela é o fato de apresentar sintomas e lesões mais graves em adultos do que em crianças. 

 

A rede pública disponibiliza a vacina tetra viral, ou seja, a tríplice viral mais a varicela para crianças de 15 meses de idade. Porém a Sociedade Brasileira de Imunizações recomenda duas doses da vacina e a segunda dose está disponível apenas na rede particular. 

 

"Adultos que não tiveram a doença e não foram imunizados devem procurar a vacina nas clínicas particulares", afirma a gestora de negócios Zenaide Leão. Ela complementa que a rede pública de saúde não oferece esta imunização para adultos. 

 

A varicela caracteriza-se por pequenas vesículas formadas na pele que provocam muita coceira. Além de manchas vermelhas e bolhas no corpo, a doença também causa mal estar, cansaço, dor de cabeça, perda de apetite e febre baixa. As bolhas surgem inicialmente na face, no tronco ou no couro cabeludo e se espalham pelo corpo. 

 

A transmissão ocorre através do contato com secreções respiratórias ou objetos contaminados pelo doente e pode ocorrer de um a dois dias antes do aparecimento das lesões e até seis dias depois. 

 

Os cuidados com a higiene são muito importantes e a limpeza da pele deve ser feita apenas com água e sabão enquanto durarem as vesículas. Não há tratamento específico para a catapora, mas há medicamentos capazes de aliviar os sintomas. As compressas de água fria ajudam a reduzir a coceira provocada pelas vesículas. 

 

 

Herpes-Zóster 

 

As pessoas que tiveram catapora quando criança têm fortes chances de desenvolver herpes-zóster, uma doença causada pela reativação do mesmo vírus. Depois de provocar a catapora, o vírus Varicela-Zóster pode ficar incubado em um nervo e desencadear a herpes- zoster mesmo após vários anos da primeira infecção. 

 

Pesquisas apontam que cerca de 20% das pessoas podem ter herpes-zóster em algum momento da vida. 

 

Uma característica do herpes-zóster é o fato da doença atingir apenas um nervo do organismo "caminhando" por onde ele passa, o que pode causar inflamação e dor intensa. A rede particular conta com uma vacina que imuniza contra o herpes-zóster. 

 

Esta vacina está aprovada para administração em pessoas a partir dos 50 anos e é recomendada pela Sociedade Brasileira de Imunizações para todas as pessoas com mais de 60 anos que apresentaram varicela em algum momento da vida. "As pessoas que nunca tiveram catapora devem realizar a vacina para varicela e não a de herpes-zoster", esclarece Zenaide. Como o herpes-zóster pode ocorrer mais de uma vez durante a vida, as pessoas que já tiveram a doença no passado também podem realizar essa vacina desde que a doença tenha ocorrido há pelo menos um ano.

 

 

 

Veja também:

  • Florada de árvores nativas deixa primavera exuberante no Paraná

    O azul lilás, o laranja e o amarelo tomam conta da paisagem de algumas regiões paranaenses nessa época do ano.

     

    É o período das floradas de árvores nativas como a Caroba, Corticeira e Guapuruvu, que enfeitam as cidades e o campo. Em janeiro, será a vez de desabrocharem as flores rosas da Paineira.

  • Doenças oculares pioram na primavera

    Nem tudo são flores com a chegada da primavera.

     

    Algumas doenças oculares pré-existentes pioram durante a estação.

  • Primavera começa e divide o Paraná em dois

    A primavera começou nesta quinta dia 22, às 11h21.

     

    A estação de transição entre o clima mais frio do inverno e o calor do verão, contudo, não afeta as regiões paranaenses de forma igual.

Entre para postar comentários