Mais nove cidades do Paraná podem solicitar saque do FGTS por calamidade

Moradores de mais nove cidades do Paraná podem solicitar, a partir deste sábado (19), o saque de R$ 6.220 do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) por calamidade. Veja a lista abaixo.

O benefício foi fornecido em razão das tempestades que atingiram o estado.

De acordo com a Caixa Econômica Federal, a liberação pode ser feita pelo aplicativo FGTS. O usuário precisa possuir saldo na conta e não ter feito saque por motivo de calamidade nos últimos 12 meses. O valor do saque é limitado ao saldo disponível no FGTS e não pode ultrapassar os R$ 6,2 mil.

Veja a lista de cidades autorizadas a partir deste sábado (19) e data para saque:

  • Arapuã – até 16/12/2026
  • Cândido de Abreu – até 09/12/2026
  • Cidade Gaúcha – até 16/12/2026
  • Manoel Ribas – até 14/12/2026
  • Marmeleiro – até 16/12/2026
  • Perobal – até 14/12/2026
  • Ramilândia – até 16/12/2026
  • Renascença – até 09/12/2026
  • Xambrê – até 10/12/2026

Além destas, outras 15 cidades também estão com o benefício ativo no Paraná. Veja a lista de datas para saque do FGTS por calamidade para os outros municípios:

  • Candói – 07/10/2026
  • Goioerê – 02/12/2026
  • Goioxim – 07/10/2026
  • Guaratuba – 11/11/2026
  • Iporã – 30/09/2026
  • Marquinho (Portaria 2248) – 07/10/2026
  • Marquinho (Portaria 2808) – 29/11/2026
  • Morretes – 25/11/2026
  • Pinhão – 07/12/2026
  • Piraí do Sul – 18/11/2026
  • Quedas do Iguaçu – 01/11/2026
  • Reserva (Portaria 2304) – 15/10/2026
  • Reserva (Portaria 2704) – 22/11/2026
  • Rio Bonito do Iguaçu – 15/10/2026
  • Santa Maria do Oeste – 24/11/2026
  • Tibagi – 08/12/2026
  • Turvo – 12/10/2026

 

Como solicitar o saque por calamidade?

A solicitação do saque pode ser feita pelo aplicativo FGTS, sem precisar comparecer a uma agência da Caixa, clicando em ‘Saques’. Ainda, é possível indicar uma conta da Caixa ou de outra instituição financeira para receber o valor, sem custo adicional.

Veja o passo a passo para solicitar o saque por calamidade:

  • No aplicativo, vá em ‘Saques’ e em ‘Solicitar saque’;
  • Clique em ‘Calamidade pública’ e selecione o nome do seu município;
  • Escolha o tipo de comprovante de endereço e descreva o CEP e número de residência;
  • Encaminhe foto de um documento de identificação e do comprovante de residência;
  • Selecione a conta para depósito do valor;
  • Envie a solicitação.

O comprovante de residência deve estar no nome do beneficiário e emitido em até 120 dias antes do decreto de calamidade.

O saque por calamidade é autorizado em casos de desastres naturais que tenham atingido residências, após declaração oficial da Defesa Civil. Veja o que é considerado desastre natural:

  • Enchentes ou inundações graduais;
  • Enxurradas ou inundações bruscas;
  • Alagamentos;
  • Inundações litorâneas provocadas pela brusca invasão do mar;
  • Precipitações de granizos;
  • Vendavais ou tempestades;
  • Vendavais muito intensos ou ciclones extratropicais;
  • Vendavais extremamente intensos, furacões, tufões ou ciclones tropicais;
  • Tornados e trombas d'água;
  • Desastre decorrente do rompimento ou colapso de barragens que ocasione movimento de massa, com danos a unidades residenciais.

 

 

Criança que brincava em buraco morre soterrada no Paraná

Um menino de 5 anos morreu na manhã deste sábado (19) depois de um desmoronamento de terra na zona rural do Distrito de Serra dos Dourados, em Umuarama, no noroeste do Paraná. 

Segundo o Corpo de Bombeiros, a vítima estava brincando junto com outra criança dentro de um buraco de aproximadamente 2 metros de profundidade que estava sendo escavado para se tornar um açude.

O solo estava úmido por causa do temporal e houve um desmoronamento. Uma das crianças conseguiu sair, mas a outra ficou soterrada por cerca de 40 minutos.

Para fazer o resgate, os bombeiros precisaram escavar manualmente.

Quando conseguiram tirar a criança, ela estava inconsciente e em parada cardiorrespiratória. Médicos do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e equipes do Corpo de Bombeiros se revezaram para fazer massagem cardíaca, mas o menino não resistiu e morreu no local.

 

 

Homem foragido há 27 anos por matar mulher no Paraná é preso no Paraguai

Antenor José Dresch, de 65 anos, condenado por matar Maria de Lourdes Parecy em Marechal Cândido Rondon, no Oeste do Paraná, foi preso nesta sexta-feira (18) no Paraguai, 27 anos depois do crime. As informações são da Polícia Nacional do Paraguai.

O sistema da Justiça do Paraná não tem registro da defesa de Dresh.

Antenor foi localizado em uma propriedade rural no distrito de Mbaracayú, no Departamento de Alto Paraná, a menos de 100 km de Foz do Iguaçu, na fronteira entre Paraguai e Brasil.

No país vizinho, ele também responde por estupro e tinha uma ordem de prisão em aberto.

A prisão aconteceu após a troca de informações entre a Polícia Federal de Foz do Iguaçu e a polícia paraguaia. Dresch tem uma pena de 14 anos e 5 meses a cumprir pelo homicídio, determinada pela Vara Criminal de Marechal Cândido Rondon.

Segundo a polícia, o crime aconteceu em 22 de julho de 1999. De acordo com o comunicado da polícia paraguaia, Dresch teria asfixiado a vítima até que ela perdesse a consciência e depois a levado até uma área de mata, onde desferiu vários golpes na cabeça dela com uma pedra, causando a morte.

Ainda segundo a investigação, o crime teria sido cometido com o objetivo de ocultar a paternidade de uma criança de 2 meses.

 

 

Mais de 70 mulheres eram mantidas em cárcere privado e torturadas com castigos e sedativos em clínica no Paraná

A Clínica Médica Vida Nova, em Terra Roxa, no Oeste do Paraná, mantinha cerca de 72 mulheres internadas, muitas delas contra a própria vontade e impedidas de sair do local. Segundo a investigação, as internas eram submetidas a castigos, trabalho forçado, suspensão de visitas familiares e sedação forçada.

O gestor e proprietário da clínica foi preso temporariamente na terça-feira (15), durante a Operação Aurora. O pai dele também foi preso em flagrante por posse ilegal de armas de fogo e munições, mas foi liberado após pagar fiança. A identidade dos dois não foi divulgada.

A clínica não foi interditada, e as mulheres seguem internadas no local. Segundo o Ministério Público, não havia condições de transferir todas as pacientes para outros estabelecimentos de uma só vez e a remoção será feita de forma gradual.

 

Em nota, a Clínica Médica Vida Nova informou que está colaborando com as investigações e reafirmou seu compromisso com a transparência e com a segurança das mulheres acolhidas. A clínica negou práticas desumanizadas, cárcere privado ou qualquer conduta fora dos parâmetros legais.

"Hoje acolhemos em média 70 mulheres, oferecendo uma rotina baseada em humanização, amor, carinho, respeito e profissionalismo, com o trabalho de uma equipe multidisciplinar", diz o comunicado.

 

Sequestro, castigos e sedação forçada

 

Clínica não foi interditada — Foto: MPPR

Clínica não foi interditada — Foto: MPPR

O centro terapêutico atuava com internação de dependentes químicos e era exclusivo para mulheres. Segundo o MPPR, entre as internas havia pessoas com deficiência.

Segundo a promotora Gabriela Hanna Pereira, responsável pelo caso, há indícios de que algumas mulheres foram levadas à clínica sem qualquer autorização legal.

"Há relatos de que vítimas foram capturadas por pessoas não identificadas e entregues à clínica sem nenhuma ordem judicial ou solicitação médica anterior", afirmou.

A investigação aponta ainda indícios de que os responsáveis pela clínica aplicavam castigos, suspendiam visitas de familiares e submetiam as mulheres a trabalho forçado.

O Ministério Público apurou ainda o uso forçado de medicamentos sedativos — apelidados na clínica de "danone" — aplicados para deixar as internas inconscientes. Também há relatos de omissão de socorro médico e de ameaças para que as mulheres ficassem em silêncio durante inspeções de órgãos de fiscalização.

A Operação Aurora foi conduzida pela Promotoria de Justiça de Terra Roxa, com apoio do Núcleo Regional de Umuarama do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) e do Centro de Apoio Técnico à Execução (Caex).

Além do mandado de prisão, a Justiça autorizou buscas em cinco endereços, na sede da clínica, nas casas dos investigados, em uma propriedade rural e em veículos.

A Justiça também liberou o acesso aos dados dos aparelhos eletrônicos apreendidos. O material recolhido será analisado pelo MPPR para dar sequência à investigação e apurar a responsabilidade de todos os envolvidos.

 

 

 

 

por - G1

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