Segunda, 27 Maio 2013 15:46

Operações de fiscalização nas fronteiras serão constantes, diz Temer

Análise foi feita nesta segunda dia 27 em passagem por Foz do Iguaçu.

 

Ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, também falou sobre resultados.

 

O vice-presidente da República, Michel Temer, e o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, consideraram “extremamente positivos” os resultados do reforço integrado na fiscalização dos mais de 16,8 mil quilômetros de fronteira do país por meio da Operação Ágata 7. A avaliação foi feita na manhã desta segunda dia 27 em Foz do Iguaçu, no oeste do Paraná, região conhecida por ser uma das principais rotas do contrabando e do tráfico de drogas para o Brasil.

 

“Tenho acompanhado nas várias partes do país operações de combate ao ilícito e aos crimes fronteiriços, e estamos verificando resultados muito positivos. E, em função disso, a Operação Ágata, conectada com a Operação Sentinela, do Ministério da Justiça, deverá continuar por tempo indeterminado e de forma repetida”, comentou Temer ao destacar a integração entre os órgãos de segurança e fiscalização tanto do governo federal como dos governos estadual e municipal.

 

Sobre os reflexos das operações e o bloqueio da Ponte Internacional da Amizade, entre o Brasil e o Paraguai, promovido por mototaxistas, sacoleiros e pequenos comerciantes na manhã desta segunda, o vice-presidente ressaltou que os prejuízos são contra o descaminho e o contrabando, e não contra a economia da região. “Não fosse a operação, talvez não houvesse a manifestação. Embora, compreendendo a angústia naqueles que de alguma maneira, apesar de ilicitamente, comerciam. O fato é que se trata de um ilícito.”

 

A Operação Ágata 7, comandada pelo Exército, foi deflagrada em todo o país no dia18 de maio e conta com a participação de mais de 16 mil oficiais das Forças Armadas. No Paraná, as ações estão concentradas nas regiões de Foz do Iguaçu, Palotina, Toledo e Céu Azul, no oeste. A atuação com a Receita Federal e as polícias federal, rodoviária, civil e militar visa combater, entre outros, o narcotráfico, o contrabando, o tráfico de armas, os crimes ambientais, os roubos de veículos e a imigração ilegal.

 

 Para Cardozo, além de conter os crimes e a atuação das quadrilhas, as operações e seus resultados evidenciam a importância da integração entre as forças de segurança e de fiscalização. “De junho até agora, quadruplicamos a apreensão de drogas, por exemplo. O êxito é indiscutível”, apontou. Nesta edição, a Operação Ágata foi intensificada em função da Copa das Confederações, em julho, e da Copa do Mundo de Futebol de 2014.

 

Ainda segundo o ministro, o trabalho conjunto com as Forças Armadas e o uso de veículos aéreos não tripulados (vants) das duas corporações têm ajudado a otimizar as ações e os investimentos em segurança. “Estamos aumentando a potencialidade destes equipamentos à medida que atuamos articuladamente com a Força Aérea. Inclusive estamos redimensionando o número de vants que vamos adquirir no futuro justamente porque, articulados, nossa potencialidade de fiscalização aumenta muito.”

 

 

 

 

 

Fonte - G1

 

 

 

 

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