Na tarde de ontem, militares tiveram de conter manifestações entre grupos contrários e apoiadores do movimento que impede o policiamento das cidades capixabas. O Estado está sem policiamento desde sábado, o que tem gerado onda de assaltos, arrastões e saques. Mais de 80 homicídios já foram registrados no Espírito Santo em cinco dias.
Segundo o general, o Exército também será intolerante com "o desacato e o desrespeito" às tropas. "Esperamos a compreensão e a cooperação das pessoas".
Sinott lembrou que os militares que estão no Espírito Santo têm experiência na atuação pela garantia "da lei e da ordem", tendo participado da segurança nos Jogos Olímpicios e na pacificação do Complexo da Maré, no Rio de Janeiro.
Ao menos 1.000 militares estão no Espírito Santo. De acordo com o general, nos horários críticos, "todo o efetivo é empregado", o que teria acontecido até as 3h desta quarta.
Segundo Sinott, os capixabas já podem voltar às ruas. "A melhor contribuição que a população pode dar é retornar às suas atividades normais. Segurança é uma questão de sensação de segurança. Evidentemente, não saímos do caos em um minuto para a situação ideal".
O efetivo das Forças Armadas é de cerca de 10% do número de policiais capixabas. Com base nessa comparação, Sinott avalia que "é evidente que nós não seremos onipresentes no Estado".
O general diz que a prioridade é o patrulhamento nas áreas de maior circulação. "Entedemos assim de acordo com o pedido da própria Secretaria de Segurança que é a demanda maior". Apesar disso, comércios seguem fechados. "É uma opção do próprio comerciante", diz Sinott. (Com UOL)