Quinta, 05 Janeiro 2017 11:21

Sargento do Exército é sequestrado e fica 8h em poder de bandidos

Sargento da reserva do Exército Brasileiro, de 51 anos, viveu momentos de pavor ontem, em Campo Grande (MS).

 

Ele foi abordado por assaltante por volta das 11h, próximo da praça Aquidauana, no Bairro Amambai, e teve automóvel roubado.

 

O crime teve a participação de dois criminosos e, enquanto um seguiu para o Paraguai, o outro permaneceu cerca de 8h em poder da vítima. 

 

Conforme Boletim de Ocorrência, o sargento da reserva contou que havia se deslocado até o centro para resolver questões em banco, que fica na Barão do Rio Branco, e estacionou o EcoSport na Rua Aquidauana, nas proximidades da praça do mesmo nome. Quando descia, foi surpreendido por ladrão que aparentava ser menor de idade e estava com arma de fogo.

 

O militar foi ordenado a entrar e dirigir o carro até um bairro na saída para São Paulo.O assaltante permaneceu no banco de trás com a arma apontada para a vítima.

 

Em determinado momento durante o trajeto, entrou o segundo criminoso e o sargento foi amarrado e colocado no banco atrás. Estrada sem asfalto que a vítima reconheceu como sendo de acesso ao presídio da Gameleira, foi usada como cativeiro improvisado.

 

No local, militar e o ladrão que aparentava ser menor de idade permaneceram durante cerca de 8h. O outro criminoso fugiu com o veículo. Neste período, o assaltante dizia que o EcoSport estava sendo levado ao Paraguai e que se algo desse errado a vítima seria assassinada.

 

Já à noite, o autor resolveu deixar o cativeiro e ordenou que a vítima o acompanhasse. Quando caminhavam no sentido BR-163, ainda na estrada sem asfalto, veículo se aproximou e uma senhora que estava na direção ofereceu carona. Os dois foram levados até o Bairro Dom Antônio Barbosa. O militar foi liberado na Rua Manoel Marcelino Rodrigues. O assaltante também desceu e fugiu para outra direção.

 

A reportagem tentou saber se essa mulher que apareceu no momento da fuga é suspeita de ter participação no crime, mas investigador se recusou a passar informação justificando que o caso foi colocado em segredo de Justiça. (Com Correio do Estado)

 

 

 

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