Segunda, 05 Dezembro 2016 14:24

Tripulante diz que voo previa escala e que 'ninguém percebeu que avião iria cair'

"Ninguém percebeu que o avião iria cair".

 

O técnico de voo Erwin Tumiri deu sua versão sobre os momentos que antecederam a queda do avião da LaMia, na última terça dia 29, em Medellín, e afirmou que questionou o fato de a aeronave que transportava a delegação da Chapecoense não parar para reabastecer em Cobija, no norte da Bolívia.

 

Segundo ele, o reabastecimento estava previsto. As revelações foram feitas em entrevista ao programa Fantástico, da TV Globo, veiculada na noite deste domingo dia 04. 

 

"Nós, como técnicos, fazemos o pré voo. Temos uma lista de checagem do que é preciso fazer no avião. Fiz o relatório de que íamos até Cobija. No momento da decolagem, voltei a perguntar: 'Vamos até Cobija?'. Aí me disseram 'não, nós vamos direto até Medellín'", afirmou Tumiri, se referindo ao fato de que o piloto Miguel Quiroga teria lhe confirmado a opção arriscada de ir direto, sem escala, para Colômbia. 

 

Investigações preliminares apontam que o avião caiu devido a uma pena seca, por falta de combustível. O avião da LaMia voou no limite da autonomia no trajeto entre Santa Cruz de La Sierra, na Bolívia, e Medellín, onde a delegação da Chapecoense esperava chegar para a disputa da final da Copa Sul-Americana, contra o Atlético Nacional, mas foi vítima do acidente que matou 71 pessoas.

 

Erwin Tumiri evitou criticar Miguel Quiroga, morto no acidente, mas afirmou que seria mais prudente que o piloto não tivesse centralizado essa decisão. "As coisas são na base do 'é assim que tem de ser'. Que essas decisões não sejam tomadas de maneira tão individual. Acho que a tripulação teria de saber. Teria de ser tudo dividido." 

 

Tumiri também negou que houve tumulto ou pânico entre os passageiros antes da queda. Segundo ele, todos que estavam a bordo pensavam que o avião estivesse pronto para pousar. "Eu estava falando com o técnico (Caio Júnior), que estava me ensinando português, quando disseram: 'Afivelem os cintos'. Todo mundo voltou à sua poltrona. Apagaram as luzes, começou a vibrar e achei que estivéssemos pousando. Achei que era isso, mas não foi. Não lembro de mais nada. Depois me levantei no chão", afirmou. 

 

Um dos seis sobreviventes do acidente, Tumiri conseguiu ajudar a comissária de bordo Ximena Suarez, que também escapou com vida da tragédia. "No momento era como um pesadelo. Comecei a piscar a lanterna para que me vissem. Ximena estava a cinco metros de mim. Eu estava com o rosto no chão. Aí eu levantei assustado e corri em direção a ela." (Com Agência Estado)

 

 

 

Veja também:

  • Amor além da vida: esposas recebem alianças de cinco jogadores da Chape

    "Na alegria e na tristeza, na saúde e na doença, na riqueza e na pobreza (...) até que a morte nos separe".

     

    O rito de matrimônio que prega união eterna terá um simbolismo ainda mais especial para cinco viúvas do acidente de 29 de novembro, que completa dois meses neste domingo.

  • Selo em homenagem à Chapecoense está disponível nas agências dos Correios

    O selo postal personalizado em homenagem à Associação Chapecoense de Futebol está disponível nas agências dos Correios em todo o País.

     

    A peça filatélica foi lançada no dia 7 de dezembro, durante evento promovido pelo Coritiba Foot Ball Club em homenagem à Chapecoense, no estádio Couto Pereira, em Curitiba.

  • Goleiro da Chapecoense faz cirurgia de enxerto de pele

    O goleiro da Chapecoense Jackson Follmann foi submetido a uma cirurgia para a realização de um enxerto de pele no tornozelo esquerdo.

     

    De acordo com o boletim médico do Hospital da Unimed Chapecó, o procedimento realizado na tarde de ontem dia 10, já estava programado e foi uma complementação do tratamento cirúrgico da lesão no local. A operação transcorreu sem nenhum problema.

Entre para postar comentários