Quarta, 31 Agosto 2016 18:57

Aluno morre depois de suposta surra em escola no Pará

O estudante Eduardo de Souza Cordeiro, 12, morreu, na madrugada dessa quarta dia 31.

 

A família do aluno do 6º ano acredita que a morte tenha ocorrido por causa de uma surra dada por colegas dentro da Escola Estadual Santo Afonso, no bairro do Telégrafo, em Belém (PA), uma vez que ele sofria bullying. As aulas desta quarta dia 31, foram suspensas.

 

De acordo com os familiares, o estudante relatava agressões de outros estudantes e, por isso, acredita-se que tenha sido espancado por colegas sem que a direção da escola tenha visto ou ficado sabendo. A escola informou aos familiares que o estudante se machucou durante uma queda.

 

"Que queda foi essa que ele ficou naquela situação, com vários hematomas em várias partes do corpo? Tiveram de tirar o baço dele e ainda constataram que o pulmão dele foi perfurado. Nós queremos saber o motivo dessa agressão e como foi que aconteceu isso", afirmou Mauro Guedes, tio do menino.

 

 

Entenda o caso

 

Por volta das 17h de ontem, a secretaria da escola entrou em contato informando que ele tinha caído e estava machucado. Imediatamente, um tio e a avó do menino foram para o local e o levaram para casa. Eles acharam estranhos os ferimentos e, pouco tempo depois, levaram o garoto para o Pronto-Socorro Municipal Mario Pinotti.

 

A família contou que Eduardo deu entrada no hospital por volta das 18h30, passou por uma cirurgia para retirada do baço e foi transferido para a UTI (Unidade de Terapia Intensiva). Porém, por volta das 4h de hoje, ele teve cinco paradas cardíacas e morreu.

 

"Estamos muito abalados com o que aconteceu. Ele estava muito machucado, aquilo não foi uma queda. Estamos alertando as mães para que não aconteça com outras crianças porque é uma perda irreparável, uma dor sem tamanho que estamos sofrendo", disse Marinete Guedes, tia do menino.

 

Os pais do estudante não quiseram dar entrevista por estarem abalados com a perda do filho.

 

 

Bullying

 

Rosilene Leal, outra tia de Eduardo, contou que ele chegou a ficar alguns dias sem ir à escola neste ano por conta de perseguições de outros alunos. Segundo ela, no mês de junho, a família reclamou à direção da escola sobre o bullying.

 

"Ele era franzino, bem magrinho. Por isso vivia sofrendo perseguições de outros estudantes na escola. Ele estava com muitos hematomas pelo corpo, parecia que tinha levado pauladas. Por isso que acreditamos que ele não caiu, mas foi espancado por outros estudantes", contou Leal.

 

O corpo do estudante está no IML (Instituto Médico Legal) se submetendo à necropsia e deve ser liberado agora a tarde para ser enterrado. A família não soube informar onde vai ocorrer o velório e o enterro do corpo do garoto.

 

 

Investigações

 

A Polícia Civil informou que os pais do menino registraram Boletim de Ocorrência, na manhã de hoje, e a Divisão de Atendimento ao Adolescente investiga o caso. As linhas de investigação trabalhadas pela polícia são de que o menino foi vítima de um acidente ou que foi agredido por alunos ou outras pessoas dentro da escola e os machucados resultaram na morte dele. O inquérito deverá ser concluído em até 30 dias. A polícia aguarda o resultado da necropsia para anexar a documentação ao inquérito.

 

A Seduc (Secretaria de Estado de Educação) informou que está apurando o ocorrido e acompanhará o inquérito policial por meio da ouvidoria da secretaria. A pasta afirmou ainda que também trabalha com duas versões sobre a morte do aluno: acidente ou bullying. A Seduc afirmou que a escola não possui histórico de agressões entre estudantes. (Com UOL)

 

 

 

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