Quarta, 17 Agosto 2016 16:26

Cientistas criam nanopartículas que podem inativar o HIV

Cientistas desenvolveram um método que utiliza nanopartículas capazes de atrair os vírus, impedindo que eles façam ligações com as células do organismo.

 

A nova técnica pode servir para desenvolver outras formas de detecção do HIV e de outros vírus.

 

Para se reproduzir no organismo, o vírus faz uma conexão com os receptores da membrana celular. Os pesquisadores do CNPEM (Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais) estão estudando nanopartículas magnéticas que, uma vez no sangue, se ligariam aos vírus, impedindo essa atividade.

 

Em seguida, as nanopartículas seriam separadas do sangue por um ímã, levando embora as partículas virais.

 

De acordo com o coordenador na pesquisa, Mateus Borba Cardoso, a estratégia poderia ser utilizada na detecção e eliminação de vírus em bolsas de sangue antes de transfusões.

 

Este é o primeiro estudo que demonstra inativação viral baseada em química de superfície de nanopartículas funcionalizadas.

 

Os pesquisadores sintetizaram nanopartículas de sílica, componente químico de diversos minerais com propriedades superficiais distintas, e avaliaram sua biocompatibilidade com dois tipos de vírus.

 

A eficácia antiviral foi avaliada em testes in vitro para os vírus HIV e VSV-G, que causa estomatite vesicular.

 

As partículas virais foram preparadas para expressar uma proteína fluorescente que muda a coloração das células infectadas, permitindo que os pesquisadores "sigam" a infecção.

 

A inovação segue a mesma estratégia já adotada pelos pesquisadores com nanopartículas que levam medicamentos quimioterápicos em altas concentrações até as células cancerígenas, evitando que as saudáveis sejam atingidas e minimizando os efeitos adversos da quimioterapia.

 

Os resultados da pesquisa foram publicados no periódico científico Applied Materials & Interfaces. O artigo Viral Inhibition Mechanism Mediated by Surface-Modified Silica Nanoparticles é assinado por Juliana Martins de Souza e Silva, Talita Diniz Melo Hanchuk, Murilo Izidoro Santos, Jörg Kobarg e Marcio Chaim Bajgelman, além de Cardoso, e pode ser acessado aqui. (Com UOL)

 

 

 

Veja também:

  • Cientistas desvendam o segredo do desejo sexual

    A pesquisa foi publicada pelo neurocientista Eric Haseltine na revista Psychology Today.

     

    De acordo com o investigador, o apetite sexual depende de vários detalhes a nível inconsciente.

  • O HIV pode estar no próximo ‘match’

    Até há pouco tempo sexo era um problema para os tímidos. Afinal de contas, antes dele, havia uma série de etapas que exigiam bom uso da comunicação (seja através das palavras, olhares ou gestos).

     

    Com a chegada dos aplicativos as coisas ficaram mais fáceis. Existem desde os mais populares como o Tinder (um aplicativo de encontros) até os mais objetivos como o Down Dating (que serve para localizar quem está perto de você e disposto a transar).

  • Medicamento como prevenção para HIV será incorporado no SUS

    O Ministério da Saúde vai ofertar no Sistema Único de Saúde (SUS) medicamentos antirretrovirais para reduzir o risco da infecção pelo HIV antes da exposição ao vírus.

     

    A Profilaxia Pré-Exposição (PrEP) passará a ser distribuída no SUS em até 180 dias após a publicação do Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas (PCDT), prevista para a próxima segunda dia 29.

Entre para postar comentários