Por não ter usado o mesmo sangue que o do bebê, a reação foi imediata, mas os médicos acreditaram que eram efeitos da asma.
Ainda sem saber o que havia ocorrido, a mãe de Brryan via o filho, então com 5 anos, sofrer com febre alta, fígado inchado e fungos debaixo das unhas. Foi durante uma internação em um hospital em St. Louis, nos EUA, que os exames sanguíneos mostraram o problema.
O caso era tão grave que os médicos lhe deram apenas mais 5 meses de vida, mas o garoto resistiu e, hoje, com 25 anos, percorre os Estados Unidos como palestrante motivacional.
Em uma entrevista ao programa de rádio "Outlook", Brryan contou um pouco do seu drama: "Minha mãe tinha um filho de um relacionamento anterior quando conheceu meu pai e ambos decidiram ter uma nova criança. Mas quando ele voltou da Primeira Guerra do Golfo (em 1991, quando serviu como soldado), suas atitudes em relação a mim tinham mudado completamente. Ele começou a dizer que eu não era seu filho".
Na liderança da ONG Vivendo com Esperança, Brryan quer divulgar a doença e promover a solidariedade com os portadores do vírus.
Ele contou que sofreu muito preconceito durante a vida, inclusive em uma escola em que não tinha permissão para usar bebedouros e banheiros. Ele também não era convidado para festas de aniversário nem tinha amigos, o que o levou a acreditar que não “havia espaço para ele neste mundo”.
O jovem chegou a pensar em suicídio, mas se apoiou na religião e diz que conseguiu até mesmo perdoar o pai, Brian Stewart, que foi condenado à prisão perpétua em 1998. Mesmo sem nunca ter convivido com o pai, Brryan teme que ele seja solto graças a um pedido de liberdade condicional que será examinado ainda este ano.
"No começo, senti muita raiva dele. Cresci vendo filmes em que pais eram maravilhosos para seus filhos e não conseguia entender como o meu tinha feito aquilo comigo. Ele não apenas tentou me matar, mas mudou minha vida para sempre. Mas quero viver a minha vida", revelou o jovem. (Com Mega Curioso)