"Ao menos 30 agências de inteligência mantém operações em território brasileiro e outras 90 integram uma rede de troca de informações da qual o Brasil faz parte", afirma Furquim. Para o período das Olimpíadas, mais de 110 agências de inteligência estarão instaladas no Rio de Janeiro.
Este trabalho abastece uma rede de informações que permite, por exemplo, que tanto Polícia Federal como Abin acompanhem a passagem de imigrantes suspeitos pelo Brasil ou incluam pessoas em uma lista de monitoramento constante.
Um exemplo deste tipo de monitoramento foi o caso divulgado pela revista Época do físico francês Adlène Hicheur, que era professor na UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro) e foi preso e condenado em 2009 na França sob a acusação de planejar atentados terroristas.
Hicheur foi indicado para monitoramento por uma destas agências e ganhou a atenção da Polícia Federal que, segundo o UOL apurou, avalia que o físico é um homem suspeito e sua presença no Brasil incomoda, principalmente por seu histórico de envolvimento com planejamento de atos de terror combinado com sua inteligência e sua área de atuação --física nuclear. (Com Agência Brasil)