Sábado, 05 Março 2016 11:52

Vendas de lojas virtuais cresceram 45% em 2015, diz pesquisa

O Mercado Livre divulgou nesta semana uma pesquisa realizada em parceria com o instituto Ibope Conecta que aponta crescimento médio de 45% em vendas feitas por médias, pequenas e microempresas (MPMEs) por meio da internet.

 

Segundo o estudo, 81% das MPMEs que atuam no e-commerce apresentaram crescimento.

 

O resultado é superior à expectativa dos lojistas, que contavam com um crescimento médio de 25%. Os entrevistados atribuem seu crescimento a fatores internos, como ampliação da oferta de produtos e serviços (segundo 78%), frete grátis (34%) e investimento em tecnologia (33%). Entre os fatores externos, 48% acreditam que colaborou o aumento da confiança do consumidor em transações on-line e, para 47%, a expansão do acesso à internet entre a população.

 

Essa é a segundo edição da pesquisa realizada pela plataforma em parceria com o instituto. O estudo ouviu 529 vendedores da plataforma entre 28 de janeiro e 12 de fevereiro de 2016. Segundo o estudo, os pequenos empresários estão otimistas: 84% acreditam que suas vendas crescerão em 2016. Outros 64% acreditam que o comércio eletrônico brasileiro crescerá como um todo, contra 20% que não acreditam em crescimento.

 

Os motivos apontados para o pessimismo são a política econômica do governo e as novas regras do ICMS que, segundo eles, impactam em mais custos e aumento da burocracia. Entre os fatores de otimismo, 64% acreditam que o consumidor está se sentindo mais seguro para comprar on-line, 57% creditam suas expectativas de crescimento ao aumento do número de usuários da internet e 51% preveem crescimento da utilização de smartphones e tablets. Para 31% dos entrevistados, a profissionalização dos vendedores também impulsionou o crescimento registrado.

 

Entre os empreendedores que estão pessimistas com as vendas para este ano, 63% acham que as vendas não vão crescer devido à política econômica e 14% creditam uma possível desaceleração à política fiscal e aos juros. Outros 13% acreditam que a nova lei do ICMS vai atrapalhar o crescimento de seus negócios. ‘O varejo passa por um processo acentuado de transição para o comércio eletrônico, que deve perdurar à medida que mais pessoas se sintam à vontade em realizar transações pela internet, também via smartphone, e que um número maior de jovens chegue ao mercado‘, diz Stelleo Tolda, vice-presidente de operações do Mercado Livre. No que diz respeito aos empreendedores do e-commerce, 55% terão funcionários, contra 65% de 2015.

 

Já o número de empreendedores que trabalharão sozinhos subiu de 9% para 24% no mesmo período. A pesquisa também indicou que 48% dos pequenos empreendedores na internet utiliza redes sociais para vender produtos. Em 2015, apenas 10% disseram aproveitar este canal. A região Sudeste segue como a mais importante em vendas para os empreendedores, com 74% das menções. As regiões Nordeste e Centro-Oeste tem 9% cada, a Sul tem 7% e, o Norte, foi mencionado por 1%.

 

Resultado - O Mercado Livre divulgou também seu balanço após aferição dos resultados do quarto trimestre de 2015. A empresa, que atua somente na América Latina, teve receita líquida de US$ 651,8 milhões no último ano, um crescimento de 17% em relação a 2014. O lucro líquido foi de US$ 105,8 milhões, com crescimento de 46% comparado a 2014. Maior mercado para a companhia, a filial brasileira fechou 2015 com receita líquida de US$ 290,6 milhões ­crescimento de 6% em dólares e de 50% em reais. Em 2014, a empresa havia registrado 45% de crescimento na moeda brasileira.

 

No ano passado, 128,4 milhões de itens foram vendidos por meio do Mercado Livre ­aumento de 27% em relação a 2014, com US$ 72 bilhões de volume bruto no mercado nacional. A empresa também viu crescer sua unidade de pagamento eletrônico, o Mercado Pago, com alta de 73,7% no montante de transações ­US$ 5,2 bilhões. ‘O Mercado Pago deve crescer, e ainda estudamos ampliar nossa atuação no mercado de logística‘, diz Tolda. (Com Bem Paraná)

 

 

 

Veja também:

  • Consultas para vendas a prazo crescem 3% na semana do Dia das Crianças

    Em todo o país, as consultas para vendas a prazo entre os dias 5 e 11 de outubro, semana anterior ao Dia das Crianças, aumentaram 3% na comparação com 2016, segundo levantamento do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL).

     

    Os números foram divulgados hoje dia 13, em São Paulo. Este ano, os presentes mais procurados seriam os bonecos e bonecas (31%), roupas e calçados (22%), com o valor dos gastos girando em torno de R$ 194,00.

  • Venda de carros cresce 3,7% no semestre

    As vendas da indústria automobilística no primeiro semestre, segundo dados do mercado, aumentaram 3,7% em relação ao mesmo período do ano passado, com um total de 1.019,4 milhão de automóveis, comerciais leves, caminhões e ônibus. Foi o primeiro resultado semestral positivo desde 2013. 

     

    O resultado traz um certo alívio para o setor, mas, na visão de analistas e de executivos da indústria, ainda é cedo para afirmar que já há uma retomada consistente do mercado, pois o cenário político ainda traz incertezas e o crédito para financiamento segue com restrições. 

  • ANS determina suspensão da venda de 38 planos de saúde

    A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) determinou a suspensão da venda de 38 planos de saúde de 14 operadoras, em função de reclamações relativas à cobertura assistencial, como negativas e demora no atendimento, recebidas no primeiro trimestre de 2017.

     

    Em nota, a agência informa que a medida entra em vigor no dia 9 de junho e faz parte do monitoramento periódico feito pelo Programa de Monitoramento da Garantia de Atendimento, da ANS.

Entre para postar comentários