Quarta, 17 Fevereiro 2016 23:29

Ministério da Saúde muda forma de divulgar casos de microcefalia

O Ministério da Saúde mudou a forma de divulgar os casos de microcefalia no Brasil.

 

Até a semana passada, a pasta divulgava o número de notificações, de casos comprovados e de casos de microcefalia comprovadamente relacionados ao vírus da zika.

 

A partir do boletim divulgado nesta quarta dia 17, não será mais divulgado o número de casos que tiveram diagnóstico laboratorial para zika. O Ministério da Saúde passa a considerar que "houve infecção pelo vírus zika na maior parte das mães que tiveram bebês cujo diagnóstico foi de microcefalia", segundo nota divulgada pela pasta.

 

O boletim desta quarta informa que já houve 5.280 notificações da malformação, das quais 508 foram confirmadas como microcefalia e 837 descartadas. O ministério considera, portanto, que a "maior parte" desses 508 casos estão relacionados ao zika. O boletim anterior, divulgado na sexta-feira passada (12), informava que havia 41 casos de microcefalia comprovadamente relacionados ao vírus da zika.

 

A nota do ministério afirma ainda que "todos os casos são avaliados individualmente e submetidos a um conjunto de exames laboratoriais" e que "uma proporção muito pequena desses casos, após seguimento e análises específicas, é confirmada para outras causas."

 

A médica Maria Ângela Rocha, chefe do setor de infectologia pediátrica do Hospital Universitário Oswaldo Cruz da Universidade de Pernambuco, lembra que existe uma quantidade pequena de casos de microcefalia em que é possível constatar laboratorialmente a presença do vírus da zika, devido às limitações dos testes para diagnóstico, e que isso poderia levar a uma interpretação errada por parte do público leigo.

 

"Isso pode colocar muitas dúvidas sobre se a zika é realmente a causa, embora a gente, enquanto profissional, veja que há evidências que fortalecem cada vez mais a hipótese de a zika estar relacionada à microcefalia", diz Maria Ângela. (Com G1)

 

 

 

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