Terça, 03 Fevereiro 2015 21:18

Piloto jordaniano é queimado vivo em novo vídeo macabro do Estado Islâmico

Moaz Kasasbeh foi levado pelos terroristas no final de dezembro, quando o avião que pilotava caiu perto de Raqqa, na Síria.

 

Em novo vídeo, EI mostra imagens de piloto jordaniano Moaz Kasasbeh sendo queimado vivo dentro de uma jaula.

 

Um novo vídeo divulgado pelo Estado Islâmico nesta terça-feira mostra a execução do piloto jordaniano que havia sido sequestrado no final de dezembro. Em mais uma prova da selvageria do grupo terrorista, as imagens mostram o piloto sendo queimado vivo dentro de uma jaula. O vídeo ainda não teve sua autenticidade verificada. A TV estatal jordaniana divulgou a informação de que o piloto foi morto no dia 3 de janeiro.

 

Moaz Kasasbeh foi levado pelos jihadistas quando o avião que pilotava caiu perto de Raqqa, na Síria, tida como a principal base do Estado Islâmico. O piloto estava em uma missão da coalizão liderada pelos Estados Unidos contra o grupo. O vídeo divulgado nesta terça começa com imagens do envolvimento da Jordânia nos ataques aéreos em territórios controlados pelos jihadistas no Iraque e na Síria, informou o New York Times. A execução brutal do piloto de 26 anos ocorre no final. Até esta terça, todos os vídeos do grupo terrorista com reféns mostravam decapitações.

 

A Jordânia tentou assegurar a liberação do refém em troca de uma terrorista presa no país. A possibilidade de troca foi levantada pelo próprio Estado Islâmico em um vídeo divulgado no dia 24 de janeiro, no qual era anunciada a execução de um dos reféns japoneses que estava nas mãos dos jihadistas, Haruna Yukawa. O outro refém, Kenji Goto, aparecia segurando uma foto do compatriota decapitado e dizendo que os terroristas não queriam mais dinheiro, mas a libertação da iraquiana Sajedah Rishawi.  

 

A terrorista foi condenada por participar de um ataque suicida na capital Amã em 2005 que deixou vários mortos. O atentado foi organizado pelo marido de Sajedah. Os dispositivos que ela levava junto ao próprio corpo falharam. O governo jordaniano sinalizou que poderia fazer a troca da mulher pelo piloto, o que já seria uma enorme concessão aos terroristas. Mas o EI falava apenas em liberar o refém japonês, que acabou também sendo executado, no último sábado. Os jihadistas também não deram uma prova de que Kasasbeh estava vivo, como foi exigido pela Jordânia. (Com Veja Online e O Globo)

 

 

 

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