A execução ocorreu à 00 hora de domingo dia 18, pelo horário da Indonésia, dentro do complexo de prisões de Nusakambangan, em Cilacap, a 400 km da capital Jacarta. A morte foi confirmada oficialmente um pouco das 16 horas deste sábado
Além do brasileiro, outros cinco condenados - um holandês, um vietnamita, um indonésio e dois nigerianos - também seriam executados. Marco é o primeiro cidadão brasileiro executado por pena de morte. Ele estava preso desde 2003 e condenado em 2004 por tráfico de drogas.
Neste sábado, o brasileiro recebeu a visita da tia, Maria de Lourdes Archer Pinto, 61, e de dois funcionários da embaixada brasileira em Jacarta. O corpo de Marco será cremado na Indonésia e levado para o Brasil.
Nesta sexta dia 16, a presidente Dilma Rousseff conversou pelo telefone com o presidente indonésio, Joko Widod, e fez um apelo ao presidente em favor dos brasileiros Marco Archer e Rodrigo Gularte, condenado pelo mesmo crime. Widodo respondeu que não poderia atender ao apelo de Dilma, apesar de compreender a preocupação dela com os cidadãos brasileiros.
O presidente indonésio afirmou que todos os trâmites jurídicos foram seguidos conforme as leis do país e que os brasileiros tiveram garantido o devido processo legal. Organizações de direitos humanos como a Anistia Internacional e a Human Rights Watch também apelaram ao governo indonésio para evitar a execução, mas tiveram os pedidos negados.
Archer trabalhava como instrutor de voo livre e foi preso em agosto de 2003, quando tentou entrar na Indonésia, pelo aeroporto de Jacarta, com 13,4 quilos de cocaína escondidos em uma asa-delta desmontada em sete bagagens. Ele conseguiu fugir do aeroporto, mas foi localizado, após duas semanas, na ilha de Sumbawa. Archer confessou o crime e disse que recebeu US$ 10 mil para transportar a cocaína de Lima, no Peru, até Jacarta. No ano seguinte, foi condenado à morte. (Com Folhapress)