Sexta, 19 Dezembro 2014 14:13

Gleisi Hoffmann e outros 27 políticos estão na lista de delator da Petrobras

O ex-diretor de Abastecimento da Petrobras Paulo Roberto Costa listou o nome de 28 políticos supostamente envolvidos no escândalo na estatal durante cerca de 80 depoimentos em âmbito de delação premiada na Operação Lava Jato, ocorridos entre agosto e setembro, segundo o jornal "O Estado de S. Paulo".

 

De acordo com a reportagem, a lista de políticos envolvidos no esquema inclui um ministro e ex-ministros do governo Dilma Rousseff (PT), deputados, senadores, um governador e ex-governadores.

 

Na relação constam nomes de parlamentares da base aliada do governo e da oposição. Na lista dos partidos estão PT, PMDB, PSB, PSDB e PP. Há nomes que até aqui ainda não haviam sido revelados, como o governador do Acre, Tião Viana (PT), reeleito em 2014, além dos deputados Vander Luiz dos Santos Loubet (PT/­MS), Alexandre José dos Santos (PMDB/­RJ), Luiz Fernando Faria (PP­MG) e José Otávio Germano (PP­/RS). Entre os congressistas, ao todo foram mencionados sete senadores e onze deputados federais.

 

A lista inclui também o ex­-ministro Antonio Palocci (PT), que ocupou a Esplanada nos governos Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma; os presidentes do Senado, Renan Calheiros (PMDB­AL), e da Câmara, Henrique Eduardo Alves (PMDB­RN), o atual ministro de Minas e Energia, Edson Lobão, e ex­-ministros Gleisi Hoffmann (Casa Civil) e Mário Negromonte (Cidades).

 

Do Paraná, a lista também inclui o deputado federal Nelson Meurer (PP). 

 

Veja abaixo os nomes presentes na lista de Paulo Roberto Costa, segundo o jornal:

 

PT

 

Antonio Palocci - ex-ministro dos governos Lula e Dilma

 

Gleisi Hoffmann - senadora (PR) e ex-ministra da Casa Civil

 

Humberto Costa - senador (PE) e líder do PT na Casa

 

Lindbergh Farias - senador (RJ)

 

Tião Viana - governador reeleito do Acre

 

Delcídio Amaral - senador (MS)

 

Cândido Vaccarezza - deputado federal (SP)

 

Vander Loubet - deputado federal (MS)

 

PMDB

 

Renan Calheiros - presidente do Senado (AL)

 

Edison Lobão - ministro de Minas e Energia

 

Henrique Eduardo Alves - presidente da Câmara (RN)

 

Sérgio Cabral - ex-governador do Rio de Janeiro

 

Roseana Sarney - ex-governadora do Maranhão

 

Valdir Raupp - senador (RO) e 1º vice-presidente do partido

 

Romero Jucá - senador (RR)

 

Alexandre José dos Santos - deputado federal (RJ)

 

PSB

 

Eduardo Campos - governador de Pernambuco de 2007 a 2014 (morto em 2014)

 

PSDB

 

Sérgio Guerra - presidente nacional do PSDB de 2007 a 2013 (morto em 2014)

 

PP

 

Ciro Nogueira - senador (PI)

 

João Pizzolatti - deputado federal (SC)

 

Nelson Meurer - deputado federal (PR)

 

Simão Sessim - deputado federal (RJ)

 

José Otávio Germano - deputado federal (RS)

 

Benedito de Lira - senador (AL)

 

Mário Negromonte - ex-ministro de Cidades

 

Luiz Fernando Faria - deputado federal (MG)

 

Pedro Corrêa - ex-deputado federal (PE)

 

Aline Lemos de Oliveira - deputada federal (SP)

 

Procurados pela reportagem do jornal, os citados negam qualquer envolvimento. Apenas os senadores Delcídio Amaral (PT-MS) e Benedito de Lira (PP-AL) e os deputados José Otávio Germano (PP-RS) e Simão Sessim (PP-RJ) não quiseram se pronunciar.

 

Iniciada em março deste ano, a Operação Lava Jato investiga o esquema de lavagem e desvios de dinheiro em contratos assinados entre empreiteiras e a Petrobras, que somam R$ 59 bilhões, considerando o período de 2003 a 2014. Segundo as investigações, parte desses contratos se destinava a "esquentar" o dinheiro que irrigava o caixa de políticos e campanhas no país. Na sétima fase da operação, a Polícia Federal prendeu 23 executivos, entre eles presidentes de empreiteiras e o ex-diretor da Petrobras Renato Duque, ligado ao PT.

 

 

 

 

Com Bem Paraná

 

 

 

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