Terça, 09 Dezembro 2014 10:25

Dólar volta a ultrapassar R$ 2,60 e fecha no maior valor em nove anos

Em alta pela terceira sessão seguida, a moeda norte-americana ultrapassou o nível de R$ 2,60 e voltou a fechar no maior valor em nove anos.

 

O dólar comercial encerrou o dia vendido a R$ 2,611 com alta de 0,7%. O valor é o mais alto desde 18 de abril de 2005, quando a cotação tinha fechado em R$ 2,616.

 

O dia foi marcado pela volatilidade no mercado financeiro. Até as 13h30, a moeda estava abaixo de R$ 2,60. Em seguida, a cotação começou a subir até fechar no maior nível em nove anos. Na máxima do dia, por volta das 15h30, a moeda chegou a atingir R$ 2,616. O dólar acumula alta de 1,55% em dezembro e de 10,77% no ano.

 

Desde a reeleição da presidenta Dilma Rousseff, a moeda norte-americana tem registrado grande volatilidade. A cotação não caiu mesmo após a confirmação da nova equipe econômica, com Joaquim Levy no Ministério da Fazenda, Nelson Barbosa no Ministério do Planejamento e Alexandre Tombini no Banco Central.

 

A instabilidade é agravada pelo cenário externo, principalmente depois que o Federal Reserve (Fed), o Banco Central norte-americano, encerrou o programa de injeções de dólares na economia mundial motivado pela recuperação do emprego nos Estados Unidos.

 

O dólar não tem caído apesar de o Comitê de Política Monetária do Banco Central (Copom) ter aumentado a taxa Selic (juros básicos da economia) para 11,75% ao ano. Em tese, os juros domésticos mais altos ajudam a derrubar o dólar porque ampliam a diferença das taxas brasileiras em relação às dos Estados Unidos, tornando o Brasil mais atrativo para os aplicadores internacionais.

 

Na Bolsa de Valores, a quinta-feira também teve perdas. O Ibovespa, índice da Bolsa de Valores de São Paulo, fechou a sessão com recuo de 3,31% e atingiu o menor nível desde abril deste ano. As ações da Petrobras, as mais negociadas, caíram 6,19% e puxaram a queda. (Com EBC)

 

 

 

Veja também:

  • Com aumento de impostos, gasolina tem alta recorde no país, diz ANP

    Na primeira semana após o aumento de impostos sobre os combustíveis, o preço da gasolina subiu, em média, 8,22% no país. Foi o maior aumento desde que a ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis) começou a fazer o levantamento semanal de preços, em 2004.

     

    Os preços do etanol hidratado e do óleo diesel também tiveram alta expressiva, de 8,86% e 5,05%, respectivamente. No caso do etanol, foi a segunda maior da série histórica. Para o diesel, foi a quarta maior.

  • Gasolina pode ter maior alta em 13 anos

    Os postos de gasolina começaram a receber, nesta sexta dia 21, combustíveis já com as novas alíquotas de PIS/Cofins anunciadas na quinta dia 20.

     

    Se houver o repasse integral do aumento, a gasolina subirá, em média, 11,7%, a maior alta pelo menos desde 2004, início da série histórica semanal de preços da ANP (Agência Nacional do Petróleo).

  • Cota de isenção de US$ 300 para compras na fronteira é prorrogada

    A cota de compras isenta de impostos de importação nas regiões de fronteira terrestre do Brasil, que a partir de 1º de julho seria reduzida para US$ 150, permanecerá em US$ 300 por mais um ano.

     

    A manutenção do valor atende ao pedido do Conselho de Desenvolvimento de Foz do Iguaçu (Codefoz) e do trade turístico de Foz do Iguaçu.

Entre para postar comentários