Sábado, 08 Março 2014 18:57

Anúncio americano com mulher islâmica fazendo topless causa polêmica

A marca norte-americana American Apparel mais uma vez polemizou com um de seus anúncios.

 

Desta vez, uma peça divulgada no site da empresa mostrava uma mulher islâmica fazendo topless. Em cima dos seios, lê-se “Made in Bangladesh”.

 

A modelo que aparece na imagem é uma merchandiser que desde 2010 trabalha com a American Apparel. Ela é nascida em Dhaka,  a capital de Bangladesh, e segundo um texto publicado pela empresa junto com a peça publicitária, se lembra “claramente dos tempos em que frequentava mesquistas, ao lado de seus pais, muçulmanos conservadores. Aos quatro anos, toda a família se mudou para Marina Del Rey, Califórnia”.

 

Mesmo nos Estados Unidos, a jovem seguiu as tradições religiosas de seus pais. Contudo, ao entrar no colégio, sentiu a necessidade de moldar a própria identidade e acabou se afastando das tradições islâmicas.

 

 

“Uma mulher continuamente em busca de novas saídas criativas, Maks abraçou nossa sessão de fotos sem reservas. Ela tem encontrado alguns elementos da cultura do sul da Califórnia para ser mais atraente, mas está se esforçando para explorar o que está além dos prazeres superficiais da cidade. Ela não sente a necessidade de se identificar como uma norte-americana ou uma bengali e não se contenta em ajustar sua vida em qualquer narrativa convencional. Isso é o que faz com que ela seja essencial neste mosaico que é Los Angeles, e de forma inequívoca, uma figura distinta na família cada vez maior da American Apparel . Maks foi fotografada com a High Waist Jean, uma peça fabricada por 23 trabalhadores norte-americanos qualificados em Downtown Los Angeles, todos pagos com um salário justo e com acesso a benefícios básicos, como a saúde", explica a breve biografia da modelo.

 

A peça é uma crítica clara a um dos problemas da indústria do fast fashion – em abril de 2013, fábricas clandestinas com condições de trabalho inseguras provocaram a morte de mais de mil pessoas em Bangladesh. O prédio que desabou produzia roupas para marcas como JC Penney e Mango.

 

Já na época, a American Apparel criticou muito a produção de roupas em fábricas no exterior, citando “condições de trabalho são ultrajantes, quase inacreditáveis” e afirmando que “as questões humanas foram completamente descartadas das marcas”.

 

A American Apparel produz suas coleções todas em Los Angeles. Em seu site, a empresa ainda se gaba do fato de que seus "trabalhadores são pagos até 50 vezes mais do que a concorrência". (Bem Paraná)

 

 

 

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