Ruth ainda cita que por causa disso, é fácil entender por que tantas mulheres estão solteiras, e que a culpa não é apenas dos homens, mas da sociedade em si. Segundo a escritora Clarissa Corrêa, apenas os homens inseguros se assustam com as mulheres independentes.
"Homens e mulheres, antes de tudo, são pessoas. E as pessoas, independente do sexo, têm seus traumas, medos, falhas, anseios, erros, acertos, defeitos, qualidades. Uns são seguros de si, outros têm a autoestima baixa. Uns batalham e dão a cara a tapa, outros esperam a vida acontecer na tela da televisão. Os homens querem o mesmo que as mulheres: um lugar ao sol", explica a especialista.
No cenário de hoje é bastante comum ter mulheres mais bem sucedidas do que seus parceiros, mas isso não é motivo nem para as mulheres se afastarem de homens, nem eles se assustarem. "Não desconte no seu par os seus problemas e frustrações. Um relacionamento é troca, é apoio, é andar lado a lado para a mesma direção", indica Clarissa.
Ela acredita que a sociedada ainda é muito machista. Aliás, algumas mulheres são muito machistas; acreditando que os homens devem ser responsáveis pelo sustento e tomada das decisões. Sim, nos dias de hoje, ainda há muita mulher com Complexo de Cinderela, em que vê no princípe encantado, um homem que lhe dê segurança financeira, entre outras coisas.
Mas afinal, será que os homens de fato se incomodam com as mulheres independentes? Eu, você, a Clarissa sabemos que, em qualquer época, homem nenhum gosta de ser incomodado. E de fato, não dá pra julgar qual perfil de mulher é mais feliz. Cada um tem uma expectativa, um desejo de vida...
Muitas encontram a felicidade repentina. Existem várias mulheres que decidiram ser como os meninos da sua infância; trabalhar estudar, aprimorar o currículo. Até as mais assíduas acabam mudando de opinião quando têm filhos. Já outras Cinderelas se veem acuadas em casamentos que juravam ser o segredo da felicidade para a vida toda.
Acredito, na verdade que todas querem ser as duas coisas, mas não dá tempo; às vezes não dá tempo de se dedicar à carreira como se quer e aos filhos ao mesmo tempo; não dá para fazer 350 cursos depois do trabalho e abrir mão da vida social, não dá pra negar que precisamos muitas vezes de um companheiro (sim, por que se a vida de Sandra Bullock, em algum momento der errado, seria bom bancar a Cinderela honorária).
A lição que a gente tira dessa história toda (e comemoramos) é o fato de hoje podemos escolher se queremos ser Cinderelas ou Sandras. E viva nosso poder de escolha, que nossas avós e até mães, não tiveram. Mulheres devem ser o que querem ser e que essa escolha seja respeitada, sem julgamentos, sem rótulos.
Por Helena Dias (Vila Mulher)