A longa e minuciosa pesquisa, que acompanhou a vida de 1.659 pares de irmãos do mesmo sexo entre os 16 e 29 anos, contatou que a iniciação sexual pode influenciar diretamente na vida amorosa durante a fase adulta. Os participantes que tiveram a primeira transa tardiamente, após os 19 anos, tiveram menos parceiros e mais satisfação emocional e sexual.
Mas, de outro lado, o estudo não conseguiu relacionar a instabilidade emocional com a iniciação sexual precoce. Isto é: assim como transar cedo não é um ‘fator de risco’, o começo tardio das descobertas dos prazeres sexuais não é um ‘fator protetor’.
Os pesquisadores detectaram apenas que aqueles que iniciaram a vida sexual mais tarde se mostraram mais seguros e menos propensos a trocar de parceiros frequentemente. Eles sugerem que a maturidade emocional seja atingida antes da sexual e, por isso, quem começa a transar mais tarde faz escolhas mais duradouras. No entanto, a bem da verdade é que por mais estudos que se façam para decifrar o comportamento humano, não tem jeito, em assuntos do coração não há regras.
Para as vilamigas que ficaram preocupadas porque perderam a virgindade mais cedo do que a colega ao lado e estão se indagando milhares de perguntas, muita calma. Algumas pesquisas anteriores ainda defendem que nem toda pessoa que começa a vida sexual cedo está associada a resultados negativos. Adolescentes que tiveram sua primeira relação sexual quando novos, mas dentro de um relacionamento, por exemplo, tinham menores níveis de comportamentos delinquentes.
De acordo com a autora do estudo, o objetivo é apenas começar a entender como as experiências sexuais dos adolescentes podem influenciar o seu desenvolvimento futuro. "É possível que os indivíduos que têm relações sexuais tardiamente, depois de terem acumulado maturidade cognitiva e emocional, tenham melhores habilidades de relacionamento do que os indivíduos que entram em relações íntimas enquanto ainda são adolescentes", conclui Harden.
Fonte - Vila Mulher