Apesar de dificilmente representar um ferimento de maior gravidade, a picada causa muita coceira e desconforto, especialmente em crianças. Por isso, a prevenção acaba sendo o melhor remédio.
Como evitar a picada de mosquito
Com as frequentes notícias de casos seguidos de dengue, chikungunya e zika vírus - doenças causadas pelo mosquito Aedes aegypti -, mães e pais ficam ainda mais preocupados com a saúde de seus filhos.
Para evitar qualquer ferimento dessa natureza, causado tanto pelo Aedes quanto pelo mosquito comum, o médico José Gabel, membro do Departamento Científico de Pediatria Ambulatorial e Primeiros Cuidados da Sociedade de Pediatria de São Paulo (SPSP), orienta:
- Adotar medidas de dedetização
- Evitar água acumula e parada
- Utilizar barreiras físicas, como mosquiteiros, por exemplo
- Usar repelente.
No entanto, quanto a essa última dica, o médico alerta para nunca utilizar o produto antes dos 2 meses de idade do bebê. “Após essa idade, os pais devem ler os rótulos e bulas dos produtos, a fim de saber o que estão aplicando em seus filhos”, completa. Além disso, deve-se evitar passar repelente quando a pele estiver irritada ou infeccionada.
Agora, mesmo adotando essas medidas preventivas, não significa que seu filho ou que você mesmo esteja livre de levar uma picada de mosquito. Caso o incidente aconteça, é preciso higienizar o local para evitar que os ferimentos sejam contaminados e levem a processos inflamatórios e infecciosos.
A Sociedade Brasileira de Dermatologia recomenda que, para aliviar a coceira, utilize-se cremes tópicos. Loção de calamina ou aquelas que contêm aveia coloidal ou bicarbonato de sódio podem ajudar nesse sentido.
Complicações da picada de mosquito
Enquanto os sintomas apresentados forem somente coceira e pequenos pontos de vermelhidão, tudo bem. Agora, se aparecerem também pústulas com pus, formação de crostas em feridas e lesões dermatológicas, principalmente no rosto, nos lábios, nos braços e nas pernas, cuidado! Isso pode ser sinal de impetigo.
A doença é uma infecção cutânea, que atinge mais as crianças em idade pré-escolar e escolar, entre 2 e 6 anos de idade, uma vez que estão mais suscetíveis a quedas, traumas e inflamações. A dermatite pode decorrer da contaminação de ferimentos pré-existentes, como uma picada de mosquito, por exemplo, tornando-se secundária.
Segundo o pediatra Eduardo Palandri, quando não tratada adequadamente, a doença pode levar a diversas complicações - entre as mais sérias, a Glomerulonefrite Difusa Aguda, o GNDA. “Acontece quando o organismo cria anticorpo contra a bactéria e, depois, deposita-o no rim. Tais quadros não são causados pela doença em si, mas pelo sistema imunológico do paciente”, explica.
No entanto, de acordo com o especialista, se o tratamento for feito de forma correta, a doença começa a dar sinais de regressão em cerca de uma semana, dependendo da gravidade. O combate ao impetigo é feita com antibióticos, seja em forma de pomada ou administrados oralmente.