A empresa Toyo Aluminium estudou a estrutura da planta e descobriu que era necessário aumentar o ângulo da superfície de contato entre o iogurte e a tampinha para que o líquido escorresse em vez de ficar preso, assim como ocorre com as gotas de chuva sobre a folha de lótus.
Eles descobriram que, na lótus, o ângulo de contato entre a folha e a borda da gota d’água é de cerca de 150 graus, o que impede a água de ficar retida. Os japoneses projetaram, então, uma tampinha de alumínio semelhante, cuja superfície tem ângulo de contato ainda maior que o da natureza, de 170 graus.
Empresas de iogurte japonesas já adotaram o design. A companhia criadora da “tampinha estraga-prazeres” argumenta que, ao longo de um ano, a quantidade de iogurte grudado nas tampas é equivalente ao volume consumido na África, segundo reportagem do site Nikkei Asian Review.
No Brasil, pelo menos, não se costuma desperdiçar: quem abre mão de esticar a língua e começar a devorar um iogurte gelado pela tampinha? (Com Veja)