O cinegrafista sofre um afundamento no crânio e foi submetido a uma cirurgia no Hospital Souza Aguiar. Após o procedimento cirúrgico, Andrade ficou em coma induzido.
A explosão ocorreu durante um confronto entre a policiais e manifestantes que protestavam contra o aumento da tarifa de ônibus no Rio. Câmeras de segurança no Centro da cidade, cinegrafistas e fotógrafos registraram o momento em que Andrade foi atingido.
Na explosão, Andrade teve afundamento do crânio e perdeu parte da orelha esquerda. No hospital, foi submetido a uma cirurgia para diminuir a pressão craniana. No sábado, uma tomografia constatou que a hemorragia havia sido controlada, mas o estado de saúde do cinegrafista piorou.
Os médicos teriam feitos exames que mostraram que 90% do lado esquerdo do cérebro do cinegrafista estariam sem irrigação. Em nota, a Secretaria informou que a morte encefálica foi diagnosticada pela equipe de neurocirurgia do hospital na manhã de hoje. "A pedido da família, a secretaria torna público o agradecimento a todos os que torceram pelo seu restabelecimento e que, num ato de solidariedade, atenderam ao chamado para doar sangue ao Hemorio”, diz trecho da nota.
O cinegrafista tinha mais de 20 anos de profissão e trabalhava há 10 anos na Rede Bandeirantes. Andrade era casado e pai de quatro filhos. Com informações da Bem Paraná.