Não é a primeira vez que as novelas tratam de homossexualidade, nem a segunda, nem a terceira. “Insensato coração” fez isso, com os personagens Sueli (Louise Cardoso) e Eduardo (Rodrigo Andrade), só para citar um exemplo.
Mas “Amor à vida” inova com um protagonista como Félix (Mateus Solano), um vilão. E as cenas em que Edith (Bárbara Paz) o arrancou do armário na frente da família inteira atraíram a atenção. César (Antonio Fagundes) é um patriarca monocromático, previsível. Portanto, o diálogo dele com Pilar (Susana Vieira), a mãe superprotetora, no mesmo capítulo, foi bem didático. Ele: “Olha só o filho que você me arrumou... A culpa é sua. Você mimou esse menino. Desde pequeno o Félix é assim.... escolhendo seus sapatos, suas bolsas... Eu morria de vergonha. Eu sabia que não era coisa de homem”. Ela: “César, o Félix continua sendo homem”; e ele: “É um mariquinha, como diziam na minha infância. Uma bicha. E a culpa é sua”. Por aí foi.
Vale observar que a conversa chegou à mesa de jantar e aos principais personagens da novela das 21h. Não é nada não é nada, é alguma coisa, sim.
Fonte - Patricia Kogut