Segundo o pesquisador Konstantinos Manolopoulos, essas gorduras em específico, ajudam na redução de riscos de diabetes e de doenças cardíacas. Ele tenta descobrir, no entanto, que critérios o corpo usa para distribuir essa gordura: “Talvez seja possível usar a gordura em um modo preventivo, redistribuindo-a pelo corpo” e explica que “quando entendermos a questão, será possível pensar em abordagens terapêuticas para tomar proveito disso”.
Nem toda gordura é boa
Para infelicidade de todos, a gordura localizada na barriga não tem esse lado positivo. Uma pesquisa feita com ratos em 2008 concluiu que a gordura abdominal aumenta o risco de ataques cardíacos. Nos seres humanos, essa mesma gordura se “quebra” mais facilmente, liberando assim substâncias (citocinas) que estão diretamente relacionadas com doenças cardiovasculares, resistência à insulina e diabetes.
Na parte de baixo do corpo, a gordura armazenada dificulta a liberação de ácidos graxos (a culpa de você não emagrecer fácil no bumbum e nas coxas é deles), que elevam os riscos diabetes e doenças cardíacas, e ainda produz hormônios especiais que protegem o corpo dessas doenças. "Só o fato de ser mulher e ter hormônios femininos já ajuda a proteger contra doenças cardiovasculares”, diz Manolopoulos. Ele frisa, contudo, que na menopausa esses hormônios sofrem modificações e as mulheres passam a acumular mais gordura na barriga, logo os riscos de contrairem essas doenças aumenta.
A missão dos estudiosos agora é tentar descobrir como o corpo decide o “modus operandi” de distribuição dessa gordura. Acredita-se que o fator genético tem um importante papel nesse processo.
Fonte - DaquiDali