Quinta, 04 Julho 2013 15:22

Veja a carta deixada para os jogadores por Felipão no dia da final da Copa das Confederações

Luiz Felipe Scolari preparou carta com o título “Um dia num instante” (foto: Ivo Gonzalez / O Globo) Luiz Felipe Scolari preparou carta com o título “Um dia num instante” (foto: Ivo Gonzalez / O Globo)

A histórica vitória do Brasil sobre a Espanha na final da Copa das Confederações começou a ser desenhada pelo menos 10 horas antes da partida, na manhã de domingo, quando cada um dos 23 jogadores da seleção recebeu, por baixo da porta da concentração, uma carta de duas páginas.

 

Quem assinava o emocionante texto era o técnico Luiz Felipe Scolari, mais motivador do que nunca, cobrando tão cedo, logo no despertar, a vitória na decisão.

 

“Um dia num instante” foi o título escolhido por Felipão, que digitou 76 linhas, fazendo citações ao produtor Walt Disney e ao líder americano Martin Luther King. Da luta pelo sonho ao ideal de igualdade racial, tudo virou letra na carta do treinador. Para quem foi bom entendedor, o verbo vencer — escrito oito vezes, nas variadas conjugações — bastou.

“Se não puder voar, corra. Se não puder correr, ande. Se não puder andar, rasteje. Mas continue em frente de qualquer jeito”, escreveu Felipão, citando o líder negro Martin Luther King.

Ele lembrou ainda a importância que o título teria para o futuro:

“Vencer a Copa das Confederações possibilitará sermos vistos dentro de uma perspectiva diferente para a disputa e conquista da Copa do Mundo em 2014”, destacou o treinador.

Antes da assinatura de Felipão, um poético agradecimento àquela “gente que sorri, que se emociona, e que com um simples olhar irradia vida e luz”.

 

A Família Scolari estava fechada. Horas mais tarde, foi dada na bola a resposta esperada: uma vitória com o timbre de três gols e, como remetente, o país pentacampeão.

 

A história, escrita sobre a seleção espanhola sem rascunho, foi cópia fiel da sugestão de Walt Disney citada na carta de Felipão: “Nossos sonhos podem se transformar em realidade se os desejarmos a ponto de correr atrás deles”.

 

 

 

Fonte - Ocioso 

 

 

 

 

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