Sábado, 26 Abril 2014 08:59

8 fatos pra você conhecer o caipira brasileiro que pode destronar Jon Jones

Um humilde mineiro de Sobrália, Glover Teixeira é o próximo da fila a tentar acabar com o domínio de Jon Jones como campeão meio-pesado do UFC.

 

Neste sábado, pelo UFC 172, o brasileiro põe em jogo um retrospecto de 20 vitórias seguidas e tenta fazer o que Alexander Gustafsson ficou perto de conseguir.

 

 

Até chegar à posição de desafiante ao título, Glover passou por muito. Da roça à entrada nos Estados Unidos aos 19 anos, atravessando ilegalmente a fronteira via México, ele trabalhou como jardineiro, descobriu-se lutador e quase viu tudo ruir quando foi pego pela imigração. Hoje aos 34 anos, enfim chegou sua chance.

 

Conheça os principais fatos da história de Glover Teixeira, um fã de Mike Tyson que tem mão pesada, jiu-jítsu afiado e potencial suficiente para fazer Jon "Bones" Jones balançar no combate deste sábado, em Baltimore.

 

O caubói 

Mineiro de Sobrália, Glover Teixeira tem os dois pés fincados na vida sertaneja. Mesmo morando nos Estados Unidos. Ele vive em Connecticut atualmente, e por lá encontra suas lojas para comprar itens dignos de caubói: chapéu, botas, cinto... Esse é o estilo de Glover quando ele não está sem camisa e trajando luvas no octógono.

 

Apadrinhado por lenda 

Glover Teixeira tem ninguém menos que Chuck Liddell como seu padrinho no MMA. Com o ex-campeão dos meio-pesados, o brasileiro teve melhores condições de treinar e engatar uma carreira profissional. Glover começou a treinar com boxe, levado por um amigo. Depois partiu para o jiu-jítsu. Ao conhecer Liddell, passou a ajudar na preparação do campeão e sua carreira mudou definitivamente.

 

A travessia - da roça para os EUA 

Glover chegou a trabalhar na roça enquanto crescia na pequena Sobrália. Em 1999 ele partiu para os Estados Unidos para tentar melhorar as condições da família. A jornada foi longa: 48 dias viajando pelas Américas até atravessar a fronteira pelo México, ilegalmente, acompanhado de "coiotes". A experiência e os apuros o fizeram perder 9kg. Nos EUA, ele trabalhou muito tempo como jardineiro.

 

Pego como imigrante ilegal

Glover Teixeira chegou ao UFC só aos 32 anos. Em sua primeira passagem para treinar na academia de Chuck Liddell, ele foi descoberto como imigrante ilegal e acabou "convidado a se retirar" do país. Os trâmites para voltar demoraram três anos, período em que ele teve de ficar no Brasil e derrubou rival após rival, só mostrando que já devia estar no Ultimate. O padrinho nesta jornada foi Pedro Rizzo.

 

O vício em café 

Lutadores têm de tomar cuidado com o peso em semana de luta. E como enganar a fome? Glover ensina: bebendo café. O mineiro costuma contar que tem um vício diferente e aproveita que há um Starbucks em cada esquina nos Estados Unidos para não ficar sem seu cafezinho. Glover luta no meio-pesado e, em dia de subir na balança, tem de pesar até 93 kg.

 

Fã de Tyson 

Sabe como uma criança fica quando ganha um presente? Foi esta a reação de Glover ao ver Mike Tyson na plateia quando venceu James Te Huna. O brasileiro finalizou o rival e foi aplaudido pelo ex-campeão de boxe. "Foi insano. Quando eu tinha 13 anos, eu acordava de madrugada e ficava escondido do meu pai para assistir às lutas. Depois da luta ele me falou: 'você vai ser campeão'", disse Glover.

 

O carrão 

Em 2013, o mineiro venceu o lendário Quinton Rampage e foi agraciado pelo UFC. Os chefões lhe deram de presente um carrão - um Ford F150, avaliado em US$ 100 mil. Poucos dias depois, o carro voltou a ser notícia quando ele postou uma foto da camionete soterrada numa nevasca. Falando em bônus, ele recebeu duas boladas recentemente: nocaute da noite contra Bader e finalização da noite contra Te Huna.

 

As maiores vitórias 

 

Numa carreira com 24 lutas - 22 vitórias e duas derrotas, ambas no começo da jornada - Glover coleciona triunfos notáveis: o nocaute contra o ex-Pride Sokoudjou em 2006, a vitória em 5 segundos contra Jorge Oliveira em 2008 e o recente nocaute sobre Ryan Bader no UFC BH. Nesta última, ele quase foi surpreendido, mas se recuperou e virou a luta. Foi uma lição boa para já ficar esperto contra Jones

 
 
 
 
 
 
 
 

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